Que assim seja.

Passa-se um tempo, encontramos uma pessoa que, de alguma forma, nos desperta um sentimento jamais sentido, ficamos tão ‘bestificados’ com tal coisa, que nada mais enxergamos, passamos meses olhando somente para aquela pessoa especial, mas todo esforço é vão, logo encontramos alguém que nos acha como sendo esta pessoa especial, e, no meio de todos os dias confusos passados, nos deixamos por se entregar, mas esta passagem dura pouco tempo, o pouco sentimento que existiu se perde, e passamos a viver sem momentos confusos, ansiosos, ou de sofrimento, mas porque não existia nada acontecendo com você, ou porque não lhe davam a liberdade de se abrir?

Assim passam-se alguns meses, a outra pessoa de seu último relacionamento, ainda tenta de alguns modos mandar-lhe indiretas, mas você nada mais quer, e ela continua com aquilo, vai se estressando aos poucos e vai se segurando para não ser sem educação, mas até quando conseguiremos suportar?

Mas, neste mesmo tempo, uma pessoa lhe diz mais que um oi, lhe pede uma aula, brinca com você, lhe faz sentir intensamente aquele sentimento, mas não novamente o mesmo sentimento, um ainda maior, um jamais visto por nós, e o que fazer? Conversamos ou não? Alguns dizem que sim, outros que não, mas não conseguimos mais segurar, e tudo que se passa nos faz pensar que estamos sendo correspondidos, até que se chega o grande dia, onde realmente aconteceu o além de ‘um oi’, um parque, quinze dias depois dos primeiros sorrisos. Uma ‘montanha russa’, ou como foi dito por ela, uma ‘abelhinha’, lá é escutado um “tem seu relacionamento passado, somos amigas”, e com esta resposta se justifica querer nada além de amizade.

Mas ao contrário daquela primeira vez em que se apaixonou, hoje lhe faz uma promessa consigo, dizem que “quem não desiste, alcança” só que esta mesma citação foi praticada daquela primeira vez, e apenas lhe rendeu angustia, sofrimento e decepção, e com isto fica-lhe a promessa de seguir rumo em frente, e não deixar se envolver além do que já está envolvido neste sentimento.

Agora, só faço-nos uma pergunta, e se ela soubesse que este sentimento não brotou do nada, que apenas foi revelado agora porque foi visto uma oportunidade? E se soubesse de como não sentia bem com o relacionamento anterior quando ela estava por perto? Pois naquela época, ela já havia se mostrado especial. E se soubesse que o fato de não sentir-se bem veio a ser um dos motivos do término daquele relacionamento?

Nós talvez não saibamos demonstrar nossos sentimentos, mas isto não significa que não os tenhamos, mas já que se quer assim, que assim seja.

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