+_+

Todos os dia jogamos com a morte, pegamos um Brigadeiro e vamos pela estrada a se apaixonar, lá nos deparamos com a morte o tempo todo, presenteamo-la com seu brigadeiro.
Tem uma cruz ali, ficou-se uma vida aqui.
Ela nos acompanha em todo o percurso sem nos deixar solitários por momento algum.
Tem três cruzes ali, ficaram-se três vidas aqui.
Por aqui muitos passaram e por ela muitos se apaixonaram, e foi por este amor a ela, que fincaram uma cruz, para aqui sempre declarar seu amor àquela, que com carinho lhe chamou a deixar sua vida.
Tem várias cruzes ali, ficaram-se várias vidas aqui.
E por onde quer que passem as cruzes estão sempre a nos acompanhar e a pedir-nos socorro, mas a morte é possessiva, e não liberta seus prisioneiros.

Desculpe.

Desculpe-nos sobre aquela noite, a tudo que ocorreu, da forma como ocorreu, não era nossa intenção ser daquele modo, não era nossa intenção aquele local inusitado. Desculpe-nos por, às vezes, não sabermos nos expressar bem, por sermos inseguros, por mais que às vezes demonstremos grande segurança e certeza, em nossas mentes sabemos o quão estamos sem chão. Só lhe peço um belo abraço apertado e, que ouça como se estivesse ao seu ouvido: desculpe por não saber como falar ou mostrar o quanto eu te amo!


A realidade é que não te amo com meus olhos que descobrem em ti mil falhas. Mas com o meu coração, que ama o que eles desprezam e apesar do que vê, adora se apaixonar!



Chegou
elevou
andou
alcançou
trapaceou
ganhou,
armaram
jogaram
derrotaram,
fracassou
caiu
feriu
faliu
desistiu.

Que assim seja.

Passa-se um tempo, encontramos uma pessoa que, de alguma forma, nos desperta um sentimento jamais sentido, ficamos tão ‘bestificados’ com tal coisa, que nada mais enxergamos, passamos meses olhando somente para aquela pessoa especial, mas todo esforço é vão, logo encontramos alguém que nos acha como sendo esta pessoa especial, e, no meio de todos os dias confusos passados, nos deixamos por se entregar, mas esta passagem dura pouco tempo, o pouco sentimento que existiu se perde, e passamos a viver sem momentos confusos, ansiosos, ou de sofrimento, mas porque não existia nada acontecendo com você, ou porque não lhe davam a liberdade de se abrir?

Assim passam-se alguns meses, a outra pessoa de seu último relacionamento, ainda tenta de alguns modos mandar-lhe indiretas, mas você nada mais quer, e ela continua com aquilo, vai se estressando aos poucos e vai se segurando para não ser sem educação, mas até quando conseguiremos suportar?

Mas, neste mesmo tempo, uma pessoa lhe diz mais que um oi, lhe pede uma aula, brinca com você, lhe faz sentir intensamente aquele sentimento, mas não novamente o mesmo sentimento, um ainda maior, um jamais visto por nós, e o que fazer? Conversamos ou não? Alguns dizem que sim, outros que não, mas não conseguimos mais segurar, e tudo que se passa nos faz pensar que estamos sendo correspondidos, até que se chega o grande dia, onde realmente aconteceu o além de ‘um oi’, um parque, quinze dias depois dos primeiros sorrisos. Uma ‘montanha russa’, ou como foi dito por ela, uma ‘abelhinha’, lá é escutado um “tem seu relacionamento passado, somos amigas”, e com esta resposta se justifica querer nada além de amizade.

Mas ao contrário daquela primeira vez em que se apaixonou, hoje lhe faz uma promessa consigo, dizem que “quem não desiste, alcança” só que esta mesma citação foi praticada daquela primeira vez, e apenas lhe rendeu angustia, sofrimento e decepção, e com isto fica-lhe a promessa de seguir rumo em frente, e não deixar se envolver além do que já está envolvido neste sentimento.

Agora, só faço-nos uma pergunta, e se ela soubesse que este sentimento não brotou do nada, que apenas foi revelado agora porque foi visto uma oportunidade? E se soubesse de como não sentia bem com o relacionamento anterior quando ela estava por perto? Pois naquela época, ela já havia se mostrado especial. E se soubesse que o fato de não sentir-se bem veio a ser um dos motivos do término daquele relacionamento?

Nós talvez não saibamos demonstrar nossos sentimentos, mas isto não significa que não os tenhamos, mas já que se quer assim, que assim seja.

Desperta-nos

Meiga, simpática, legal, bela, fofa, voz meiga, encantadora, perfeita. Tudo me agrada, seu jeito de andar, de sentar, de falar, de sorrir, de brincar. Chega de repente sem pedir licença e nos faz sentir novamente algo que a tempo não se sentia, toca-nos o coração com grande afeto e nos faz ver novamente como é estar apaixonado. Amor, sinônimo de sofrimento na maioria dos casos, mas maioria, sucesso ou fracasso, só saberá após arriscar algo. Passamos vários dias juntos e agora entra um tempo em que devemos demorar um pouco a nos ver. Saudades ficarão, mas, ainda bem que temos os “sms” gratuitos (risos), sim deixemos por si o tempo levar, já que ainda não tenho como minha capacidade, a leitura de mentes, para que possa saber sua opinião.

Que és?

A grade que nos protege é a mesma que nos mata, nos prende, mas não salva. Nos prendemos, nos guardamos, não enfrentamos. Corremos, escondemos, “arregamos”. Fracos, pequenos, inúteis, sobra, droga, sujeira, entulho, lixo, é o que nos resta, é o que somos.

Comemore!

"Foi feita justiça", disse o presidente Barack Obama. "Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da al -Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças."

"Uma vitória para os Estados Unidos", disse o ex-presidente George W. Bush

Sim caros leitores, hoje, 2 de maio de 2011, confirma-se o óbito do terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden. Segundo Obama, a morte se equivale a justiça, já por Bush, é considerada uma vitória aos EUA. Dez anos incompletos se passaram desde os atentados de 11 de setembro, época em que se iniciou a “guerra ao terror”, guerra assim denominada, mas particularmente, entendo-a como “guerra de orgulho” ou “recuperando a autoridade”, Osama, que é considerado mentor dos atentados, e não culpado, teve a ousadia de atacar o intocável, e o acertou bem em seu ponto frágil, economia, um dos maiores símbolos do capitalismo norte-americano, o World Trade Center, sim ocorreram várias mortes, cerca de 3000 pessoas, entre elas homens, mulheres e crianças, sim, trágico não? Famílias arrasadas, marcadas, entristecidas, retiraram algo delas, mas o maior ferido foi todo o Estados Unidos, alguém ousou atacá-lo, ferir seu orgulho e respeito.

Então se começou a procura pelo considerado mentor dos atentados, algumas vezes vistos em vídeos, ou apenas ouvido em algumas gravações, não vou ficar a falar da história, pois estas todos já sabem, e para os que não sabem, indico cobertura da Globo para leram, segue link: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/obama-confirma-morte-de-osama-bin-laden.html.

Hoje, anunciou-se a morte de Bin Laden, nos EUA, o povo comemora, comemora-se uma morte, engraçado como o ser humano é emotivo e sentimental, e nenhum um pouco egoísta. Ele não pode nos tirar familiares, amigos, ou nossas vidas, mas nós podemos deixar uma lacuna em sua família e outros laços de convívios ou até mesmo sua vida. Qual a diferença nisto? Ah, sei ele é considerado mentor do ataque que matou aproximadamente 3000 pessoas, então devemos praticar a conjugação do verbo matar, se ele mata, nós matamos, e então depois devemos todos nos esbaldar em alegria, pois nos igualamos ao “assassino”, agora somos todos “farinha do mesmo saco”.

Este acontecimento com certeza será lembrado como um marco na história, e aos vestibulandos leva um bom tema para redações, pena de morte. Deve se apoiá-la ou não? Como garantir que seria bem praticada? Sem abusos ou regalias? E que motivo lhe daria o direito que fazê-la existir? Só porque ele matou isto também lhe dá o direito de matar? Na verdade se tratando por lei, não o direito, mas sim o dever de matar, e nunca pense que isto se equivale à justiça, justiça é a julgadora dos fatos, o fato de terem assassinado Osama, é uma punição, pois justiça, nem se fez por julgar. Não é querendo defendê-lo, mas sim defender a vida, pois, acredito que a regra do “olho por olho, dente por dente” é coisa da antiga Mesopotâmia, e não se deve tratar o mal com mal, mas sim mostrar como realmente deve-se fazer as coisas e não se igualando ao mal-feitor.

Bom, fico-me por aqui, pensem nisto, hoje você pode estar sofrendo pelo fato de um indivíduo corrompido pela sociedade ter lhe tirado alguém, não pense em puni-lo com a mesma moeda, hoje você sofre com isto, mas pense sempre nos dois lados, grande abraço!