
Por várias vezes observamos múltiplos atentados à vida humana, mais ocasionado através de homicídios, como pudemos observar a uns dias em Realengo, Rio de Janeiro, onde um ex-aluno adentrou à escola disparando diversos tiros deixando alguns feridos e levando por volta de 13 crianças à óbito, e na maioria das vezes, o transgressor logo é culpado e julgado por toda a sociedade, mas afinal, ele realmente é culpada, inocente, ou ambos? Agiu em conjunto ou totalmente sozinho?
A sociedade tem por sir de julgar como sendo a detentora de todas as qualidades universais, mas, não quer assumir-se como uma das culpadas dos vários “acidentes humanos” que ocorrem. Em todo e qualquer tipo de homicídio sempre surge uns e outros para julgar inclusive determinando pena de morte, julgando o homicida sem pestanejar, mas, ao julgá-los, como ela justifica toda a culpa de tal ser humano?
A sociedade julga com um básico conhecimento comum, e quando alguém faz um julgamento digamos que, através de um conhecimento científico, logo é criticado, como fiquei sabendo que em aula, ao debater sobre o caso de Realengo, o professor Claison mesmo observou uma manifestação contraditória a sua teoria de que o atirador não possuía total culpa do caso, não é querer tira toda culpa do transgressor e absolvê-lo de toda culpa, mas sim, mostrar que a violência não deve ser apenas remediada, e sim, prevenida.
Em casos como estes as pessoas preferem logo julgar como culpados e que deviam ser penalizados com morte tais ofensivos a vida humana, mas nunca, preferem questionar, buscar o porque de tal ser humano chegar aquela ação, àquele tipo de atitude, são vários fatores que podem influenciá-lo, traumas de infância, uso de drogas, etc, mas todos preferem julgar como se ele escolhesse aquilo cometer, e o mais intrigante, é ver as mães de pessoas assassinadas e etc, querendo que o mesmo seja feito à eles, só que se esquecem que ao pensarem assim, com vingança, estão apenas tratando com a mesma moeda, se igualando à aqueles que causaram dor na sua família, querendo causar maior dor ainda, a família do assassino.
Enfim, deveríamos nos preocupar mais em ajudarmo-nos e melhorar nossos relacionamentos, como eu disse, prevenir e não remediar, procuremos o que faz tais desastres antropológicos acontecerem e solucionemo-los.
Um comentário:
Bom ponto de vista. É importante avaliar qual o contexto em que isso ocorreu e não somente culpar o agressor que, em muitos casos [inclusive neste, acredito eu], é tão vítima como quem morreu.
Isso não justifica a ação, naturalmente. Mas nos faz entender os motivos que o levaram a fazer isso e a pensar também que se o problema tivesse sido identificado antes esse mal poderia ter sido evitado.
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