Alteração por ocorrência.

Uma tacada de mestre, um plano infalível era como os dois amigos chamavam o que tinham programado para fazer naquela noite de sexta há semanas. Nada poderia dar errado, nada poderia sair do esperado, era um risco de perder tudo que haviam conquistado até agora, eles sabiam disso, mas se conseguissem, algo muito maior estava por vir.
Algo memorável.
Encontraram-se às 19h30min em ponto no terreno abandonado, ao lado de um parque esquecido, onde se encontravam as cinzas de uma terra encantada de sonhos e viagens, os jovens mal podiam acreditar que naquele lugar tenebroso e sombrio, um dia reinou-se a eterna felicidade, hoje rompida, tamanha era a descrença que mal podiam acreditar no que estavam vendo.
Logo ao entrar sentiram certo peso em si, ao mesmo tempo, um enorme vazio, e certa força que os tirava algo de dentro de seus peitos, tentando leva-los para dentro daquela escuridão.
Até que certo momento se depararam com uma criança, em um certo canto, isolada, e não muito longe dali, um figura alta, logo que notou as visitas, a figura já lhes intimou a saírem daquele local, e principalmente para não se aproximarem da criança.
Ao observarem, viram que a criança se encontrava acorrentada, e sem nenhuma chance de fugir dali, estando já em seu obituário, a criança mal conseguia pronunciar meia palavra.
A figura pede que se afastem da criança.
Um dos amigos diz que não sairiam e questiona a figura sobre quem era ela e a criança que ali estava acorrentada.
A tal figura então disse que a criança era apenas um passado que estava por ficar perdido após tanto tempo presa naquelas correntes sem se reabilitar, e que ela, a figura, era o amargo presente, e o pior dos futuros abandonados.
Indagaram para que a figura melhor se explicasse, foi quando ela contou-lhes sua história, começando com sua infância, ali representada pela criança, como toda criança, trazia consigo aquela alegria de viver, até que um dia, somos apresentados a sociedade, e neste momento, some a alegria, para dar espaço a socialização.
Neste processo a criança foi vivendo e aprendendo, mas através do sofrimento, como é se importar com as pessoas a sua volta, como é preocupar com as mesmas, e oferecer-lhes ajuda, e também de como é admirável as amizades passageiras interessadas, e outras negativas que estamos acostumados a ver em nosso convívio.
Com isto a criança foi se enfraquecendo, e dando lugar a outra extremidade daquele ser, o qual ali, seria a figura alta e fria, esta figura ali já estava anestesiada com os defeitos da sociedade, já vivia sem valores sem a menor preocupação, tanto que nem os buscavam, já nem se quer convivia em sociedade, se é que vivia, não possuía amigos, da família já havia se distanciado, nem de si estava próximo.
Os jovens que ali tinham planos maiores e egoístas, se caíram entre si, ao notar o mal que muitos podem fazer a um de nós e sempre não estamos nem ligando para os problemas dos mesmos, e nos preocupamos apenas em julgá-los como a primeira coisa pejorativa que vier em nossa mente.
Ali tentaram conversar com a figura para que ela pudesse libertar a criança, para que mais uma vez pudesse ver a vida, mas a mesma se recusa, dizia querer continuar vedada a passar pelos acontecimentos que passara, e se foram os jovens tentando convencer a figura de que ela as vezes teria apenas conhecido as pessoas erradas, mas a mesma se recusa, principalmente a ouvi-los, acreditando que por trás da ajuda, estaria um interesse, mas os jovens lutavam, e ela continuava a não ceder.
Até que por fim uma luz ofusca a luz de todos, e desfaz aquela escuridão, uma linda jovem grita a figura por seu nome, Pedro Alfredo, a figura então se espantou, e com aquele brilho a corrente se quebrou, naquele momento notou-se que a grande mágoa de Pedro, a figura, era uma mulher, Giovanna, que após 70 anos que não se viam, ela ressurgiu, e foram eles viver o tempo que lhes restavam juntos, e naquele momento desapareceu-se a criança, pois Pedro era apenas um.
Viveram juntos por 5 anos, até que um dia, um dos jovens, apareceu na casa de Pedro e Giovanna, estava ele com o mesmo problema, que Pedro esteve 5 anos atrás, mas o jovem não reconhecia Pedro, seus entorpecentes não faziam nem lembrar de si mesmo, e ali, ele encaminhou aquele que um dia salvou, juntamente com sua amada, e passou ele a viver naquele terreno tenebroso e sombrio.


Lucas Carvalho"  /  Danilo Franco"

Espera.

Ansiedade a palavra que come, a angustia que corroe, o arranha-céu que não se vê, o medo que se perde, entre ruas cinzentas nada se enxerga, tudo se perverte, e você finge que não vê, que está na sua frente, mas só não quer aceitar, o que será que vai ser, assim que o sol nascer.

Apenas pensando.

Queria poder ler as mentes das pessoas, assim poderia ter mais certeza para não me arriscar tanto e poder impedir de sair com espinhos destes fatos que acontecem em nossas vidas.

My sweet child.

 E eu nunca me esqueceria daquele segundo ano, ano em que conheci aquela pessoa calada e meia, ao menos naquela época, se bem que ela ainda continua aquela ‘sweet child’.
Nós pouco conversávamos no início, amiga de minha prima, lembro-me que fui o primeiro a mandar-lhe um depoimento em seu Orkut, depoimento o qual me fez achar uma gracinha, talvez ela nem saiba que tinham falado disto, pois bem, agora sabe.
Dali aos poucos nós fomos aumentando nosso vínculo e sempre estávamos juntos, aquele caminho para escola, sempre rindo dando gargalhadas, conversando de tudo um pouco, na escola sempre ao lado um do outro, como sempre, juntos.
 Amigos confidenciais, sempre ao lado um do outro, sendo as vezes até ‘perseguidos’, mas nunca se preocupando com a opinião externa.
Seus 15 anos, lembro como ficava ansiosa por esperar, e puxa vida, não podia acreditar que aquela criança tinha apenas 14, lembro-me de que até hoje lhe devo sua valsa daquele dia 4 de abril de 2010.
 Enfim, não tendo muito que falar, pela dificuldade de se expressar, mas enfim, esta pessoa que sei que sempre esteve do meu lado, que sempre foi minha companheira, o que posso dizer de uma pessoa que simplesmente nada mais é, do que tudo? É aquela pessoa que te faz chorar com ela, rir com ela, brigar com ela, brindar com ela, se meter em confusão com ela, enfim, é tudo.
Carolzita demorou, mas saiu, e por fim, só posso te dizer as palavras mais simples e breves que existem, mas que quando ditas verdadeiramente têm imenso poder, te amo!

Tire-a.

Minha vontade era correr agora e te dizer que tenho a certeza, e ela diz que não, minha é resposta é não, eu quero estar é aqui ao seu lado, você parece me olhar, mas ao mesmo tempo você parece correr, eu não consigo te entender, muito menos saber o que você quer, talvez se fosse mais direta, eu entendesse e tirava de vez esta dúvida.

Passado presente.

Eu estava em minha busca, até que você reapareceu e me mostrou onde estava este tempo todo.
Você que me faz esquecer o mundo, esquecer de tudo, e ficar com a cabeça livre, sem pesos e preocupações.
Mas agora, nem sei ao certo o que quero, quanto mais o que você quer, agora me achei, mas ainda não me encontrei para comigo ficar.
O que o futuro me guarda? O que afinal será agora?
Um quarteto em jogo, e o que será do futuro de cada? A solução está na liderança de um e na decisão de outro.
O passado que está no presente, o presente que revive o passado, as dúvidas e incertezas que ainda aviltam, o que será ninguém sabe.
Só resta aguardar e ver no que resultará.

Decisão.


Eu só não quero ficar sozinho, mas não quero a companhia de ninguém,
Eu só quero perder, mas não quero ser derrotado,
Eu só quero apagar, mas não quero ser apagado,
Eu só queria ir pra longe, mas não quero caminhar,
Eu só não queria a vida, mas não quero também a morte,
Eu só queria o fim, mas não quero nem pensar que ele está próximo,
Eu só queria poder acreditar, mas não me restam escolhas,
Eu só queria poder me ver, mas tenho medo de me encontrar,
Eu só queria te conhecer, mas não sei onde você está,
Eu só queria te agradecer, mas não quero dizer obrigado,
Eu só queria me engrandecer, mas não quero deixar de lado a humildade,
Eu só queria não entristecer, mas não quero ser feliz,
Eu só queria a perfeição, mas não quero ser perfeito,
Eu só queria a evolução, mas quero retroceder,
Eu só queria tirar as dúvidas, mas não quero ficar sem perguntas,
Eu só queria algo, mas não queria alguma coisa,
Eu só queria realizar, mas nada fazer,
Eu só queria viver, mas queria morrer.